garape-siapa-740x357.jpgUma semana após o lançamento das obras de pavimentação dos ramais do CD Rural e Polo, no Distrito de Fazendinha, o senador João Capiberibe (PSB) – responsável pela articulação que possibilitou a liberação do recurso – esteve neste sábado, 14, conferindo a execução do serviço.

 

 O ramal do Polo Hortifrutigranjeiro, que até sábado passado era de difícil acesso em virtude da grande quantidade de buraco, já apresenta visível melhora no tráfego. A empresa responsável pela obra deu início aos primeiros trabalhos, como raspagem da via e supressão da mata.

“É importante que a comunidade acompanhe o trabalho da empresa, que tenha conhecimento do projeto e que fiscalize a aplicação do recurso. A pavimentação é um sonho antigo dos agricultores dessa região que começa a se tornar realidade”, enfatizou o senador.

O presidente da Associação dos Produtores do Polo, Antônio da Gama Souza, que mora há 35 às margens do ramal do Polo, lembrou das dificuldades do passado. “No inverno era a lama e poeira e buraco no verão. Agora, com essas obras, todos nós teremos novas perspectivas de melhorar de vida”, destacou.

Durante parte da manhã deste sábado, o senador Capiberibe conversou com diversos agricultores. Encontrou Reinaldo Frazão Façanha, cuja família tem um pequeno empreendimento na área de alimentação, mas que foi obrigada a fechar o negócio em virtude das péssimas condições da estrada.

“Asfalto representa desenvolvimento, o resgate do turismo. Já estamos pensando em reabrir nosso negócio porque, agora, vemos o progresso chegando”, comentou Façanha.

As obras de pavimentação dos ramais do CD Rural e Polo Hortifrutigranjeiro, ambos no Distrito de Fazendinha, estão incluídos no projeto Igarapé Sustentável, que também prevê a construção de uma fábrica de polpas de frutas, uma fábrica de beneficiamento de camarão, além de um trapiche de embarque e desembarque que será construído no Igarapé da Fortaleza, bem como a elaboração de roteiros turísticos, tendo em toda a sua execução a efetiva participação dos moradores do entorno.

Todo o projeto é resultado de articulação do senador João Capiberibe junto ao Ministério da Integração Nacional, o qual garantiu R$ 13 milhões para o Igarapé Sustentável, além da contrapartida do Estado, no valor de R$ 3 milhões, que fará a execução do projeto.

Mais produção

Pelo convênio, os recursos estão destinados à implantação de uma unidade de beneficiamento de camarão, uma unidade de beneficiamento de frutas e uma unidade de produção de vegetais minimamente processados – essas duas últimas já licitadas, estruturação de porto de embarque e desembarque de produtos e turistas, construção de centro de atendimento a turistas e de um mercado de produtos agroextrativista no Igarapé da Fortaleza, além da capacitação das comunidades envolvidas no projeto para inclusão.

Mais renda

As propostas do projeto incluem, ainda, a implantação de uma unidade de beneficiamento de camarão com capacidade de processar 5 toneladas por dia, construção de um porto de embarque e desembarque dos produtos agroextrativistas, cargas e passageiros, implantação de um mercado para comercialização, uma unidade de beneficiamento de polpas de frutas no Polo Hortifrutigranjeiro de Fazendinha e a implantação de um trapiche de acordo com os padrões internacionais de recepção para embarque e desembarque dos ecoturistas.

CRE12.jpgRelatora vota pela transformação do Indicativo do senador João Capiberibe em requerimento e senadores pedem vistas coletivas

A República Árabe Saharauí foi um dos temas discutidos hoje (12) na Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado Federal. O senador João Capiberibe tinha apresentado o Indicativo nº 3/2015, no qual nos termos do Art. 224 do Regimento Interno do Senado Federal, ele sugere ao governo brasileiro que adote medidas relativas ao reconhecimento diplomático da República Árabe Saharauí Democrática (Saara Ocidental), além de providenciar cooperação humanitária e estabelecer representação oficial daquela nação no Brasil.

Como relatora, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB/ AM), defendeu a transformação da Indicação nº 3, de 2015, em Requerimento de Informações ao Ministro de Estado das Relações Exteriores. Em uma das justificativas do seu voto, a senadora explica que "todo o sistema internacional rejeita fortemente a ocupação, e não reconhece a legalidade da anexação do Saara Ocidental por parte do Marrocos, sendo esta ocupação o último caso de descolonização constante da agenda da Organização das Nações Unidas, motivo pelo qual reforça-se a necessidade de uma manifestação do Governo brasileiro sobre o assunto e a informação a este Congresso Nacional para que possa atuar diligentemente na colaboração com sua política externa".

O tema voltará à pauta da CRE da semana que vem para atender também ao pedido de vistas coletivas, feito pelos senadores Cristovam Buarque (PDT/DF) e Jorge Viana (PT/AC).

 

Foto: Reinaldo Ferrigno

capi 11 11

Em discurso na Tribuna do Senado nesta quarta-feira (11), o senador João Capiberibe destacou a saga do povo Saharauí, que luta desde 1885 contra invasores estrangeiros e pela sua autodeterminação. “Acompanho e apoio a luta do povo Saharaui desde os anos de 1976, por que entendo que toda causa em defesa da autodeterminação dos povos, da democracia e da liberdade é também uma causa da sociedade brasileira.  É inadmissível que, em pleno século XXI, o mundo permita o assassinato e tortura de um grande número de cidadãos civis em decorrência de uma disputa pela independência de um povo”, afirmou Capiberibe.

Nesta quinta-feira (12), na Comissão de Relações Exteriores, o senador espera que se aprove o Indicativo nº 3/2015, de sua autoria, no qual nos termos do Art. 224 do Regimento Interno do Senado Federal, ele sugere ao governo brasileiro a adoção de medidas relativas ao reconhecimento da República Árabe Saharauí Democrática (Saara Ocidental) como Estado detentor de Direito legítimo à soberania e à autodeterminação. 

 Luta - O Saara Ocidental tem 265 mil quilômetros quadrados e está localizado na África Setentrional. Limita-se ao norte com o Marrocos, a leste com a Argélia, a leste e sul com a Mauritânia e a oeste com o Oceano Atlântico, por onde faz fronteira marítima com a região autónoma espanhola das Canárias. Sua capital é El Aaiún. O Saara Ocidental está na lista das Nações Unidas de territórios não autônomos desde a década de 1960. O controle do território é disputado pelo Reino de Marrocos e pelo movimento independente Frente Polisário.

Sua população é de aproximadamente 500 mil habitantes, dos quais, metade é composta por colonos marroquinos e a outra parte pelo povo saharauí, população local que reivindica sua independência. 

Em 1885, após a Conferência de Berlim a zona do Saara Ocidental se tornou colônia espanhola. Na primeira metade do século XX a condição de colônia se manteve. Após a entrada da Espanha na ONU, a opção não foi pela independência, mas sim em fazer do Saara Ocidental a 53° província espanhola.

Em 1975, a Espanha para fazer frente à invasão marroquina conhecida por “Marcha Verde”, quando cerca de 350 mil marroquinos marcharam em direção ao território saharauí, abriu mão da colônia e com base no Acordo Tripartite de Madrid, assinado no dia 14 de novembro de 1975, entregou o território ao Marrocos e Mauritânia. Teve início então uma guerra entre o povo saharauí e as duas nações.

Em 1979, a Mauritânia deixou o conflito e também o território ocupado. Somente em 1991 após um cessar fogo promovido pela ONU, onde Marrocos, Organização para a União Africana e Frente Polisário assinaram um acordo de paz que tinha como principal ponto a celebração de um referendum de autodeterminação para o povo saharauí, que deveria ocorrer em 1992. 

Entretanto, tal consulta popular, que seria mediada e chancelada pela ONU não ocorreu até hoje, por um impasse entre a Frente Polisário e o Marrocos. Dessa forma, o território do Saara Ocidental continua uma zona pendente de descolonização. 

Com o tempo o povo saharauí deixou de combater os invasores com violência e os conflitos bélicos cessaram, porém, não deixaram de lutar e reivindicar por seu território.

 

Foto:Waldemir Barreto/Agência Senado

Pagina 11 de 67
bannerda tv

PRESTAÇÃO DE CONTAS 2017

00000001

capi sustentavel

livro morte nas aguas

capi youtube
Sua ideia pode virar Projeto de Lei

Newsletter

  1. Twitter

Endereço

Ala Sen. Afonso Arinos - Gab. 08
CEP: 70.165-900 Brasília/DF
Telefone: (61)3303-9011
Fax: (61)3303-9019
Email:  O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.