Nesta quinta-feira, 12, o pré-candidato ao Governo do Estado, senador Capi, esteve, juntamente com a pré-candidata ao Senado, deputada federal Janete, e a Fundação João Mangabeira, ouvindo a população do sul do Amapá, começando pela comunidade do Maracá, em Mazagão, e a noite, em Laranjal do Jari. Na sexta-feira, 13, o encontro será com os moradores de Vitória do Jari.

No Maracá, onde o encontro ocorreu pela manhã, o desejo dos moradores é que seja incluído no programa de governo ações que devolvam a energia 24h, o fortalecimento da agricultura familiar, retorno do programa Renda para Viver Melhor e educação de qualidade para os jovens.

Já em Laranjal do Jari, o desejo da população é de que sejam incluídas no programa de governo projetos voltados para a agricultura dentro dos assentamentos, valorização do extrativismo, bem como do setor moveleiro, políticas de segurança pública, e ações preventivas na área da saúde, com foco voltado para a mulher. Além do fornecimento de água de qualidade.

“É triste ouvir relatos de pessoas que perderam benefícios conquistados no passado, como saúde, educação, segurança pública. As reclamações daqui, todas de abandono, são as mesmas em qualquer lugar desse Estado e as esperanças também são as mesmas e justamente por isso viemos ouvir cada um e cada uma para construir um programa que visem o desenvolvimento regional”, comentou o senador Capi.

O pré-candidato lamentou que o Amapá seja o campeão de desemprego no país, uma realidade bem diferente de quando o PSB governou o Estado, quando recordes positivos foram batidos. “Só vigilantes são mais de dois mil, que foram substituídos por câmeras e nossas escolas estão sendo saqueadas. Não podemos mais permitir isso”, pontuou.

Capi lembrou ainda da época em que foi governador, de 1995 a 2002, quando transformou as boates de Laranjal do Jari em escolas, colocando todas as crianças para estudar, reduzindo a criminalidade e prostituição infantil. “Precisamos de novas escolas, de novas oportunidades de emprego, e isso é possível, fizemos isso no passado e garantimos que o mesmo será feito no futuro”, garantiu.

 

 

Senador Capiberibe destacou na tarde desta quarta-feira (11) na tribuna do plenário a sua preocupação em relação à falta de energia no Arquipélago do Bailique, que é composto por 12 mil pessoas em mais de 30 comunidades. Ele explicou que os prejuízos são muitos, pois a comunidade vive da cultura do açaí e da pesca do camarão e não tem como conservar o pescado.

“O saco de açaí de 60 quilos é comercializado em Macapá por R$ 70. Lá, na comunidade distante, eles não alcançam mais do que R$ 15,20. É impossível sobreviver com uma receita dessa. É a única moeda de troca que eles têm. O camarão também é outra riqueza, só que, sem energia elétrica, tanto o açaí quanto o camarão não podem ser conservados. Então eles vendem o quilo do camarão a R$ 5, isso quando encontram comprador”, afirmou o senador.

Capi explicou que a situação é grave porque a falta de regularidade no serviço estaria relacionada à fiação, que está presa em árvores. “Os cabos foram colocados em postes abaixo do nível da copa das árvores na mata e acabam rompidos com a queda dos troncos. Além disso, a todo momento os galhos tocam os fios, causando curto-circuito e a interrupção do fornecimento de energia”, explicou.

Preocupado com a situação do Arquipélago do Bailique, o senador Capiberibe enviou ofício para a Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), para o Ministério de Minas e Energia e para a Eletronorte, com o objetivo de encontrar uma solução viável e imediata para o problema. A CEA indicou que a recuperação do linhão custa R$ 23 milhões.

Quando foi governador, Capi deixou energia elétrica 24h, e quando o ex-governador Camilo assumiu em 2011, o Bailique estava há três meses sem energia e foi reestabelecida. A saída para resolver o problema é a implantação de energia solar, mas o governo se recusa a avaliar uma proposta neste sentido.

João Capiberibe chegou a pensar num projeto de lei para obrigar o governo a incentivar a implantação de projetos de geração de energia solar, com o objetivo de garantir o fornecimento de eletricidade a essas comunidades isoladas.
Ele informou que, em Oiapoque, uma empresa privada, com apoio do governo francês, instalou 4 megawatts de energia solar, beneficiando 4 mil pessoas de uma comunidade.

Texto: Agência Senado e Ascom senador Capiberibe

 O senador João Capiberibe, a deputada federal Janete e outros pré-candidatos ao cargo de deputado federal e estadual pelo PSB, realizaram nos dias 7 e 8, o Seminário de Desenvolvimento Econômico Local das regiões ribeirinhas do arquipélago do Bailique, promovido pela Fundação João Mangabeira. O seminário teve como objetivo dialogar sobre propostas para a formatação do programa de governo que será apresentado durante o processo eleitoral. Segundo a população local, em todas as comunidades a situação é de verdadeiro abandono do poder público.

Sete comunidades foram visitadas pela Caravana Socialista: Vila Carneiro, Franquinho, Progresso, Macedônia, Gurijuba, Itamatatuba e Limão do Curuá. Comunidades que dependem do pescado, camarão e extração do açaí. De acordo com os moradores, o atual governador não visita o Bailique há mais de oito anos.

“O Bailique está jogado às traças. Em 2015, ainda tínhamos dez horas de energia e hoje quando temos são duas horas apenas. As pessoas estão indo embora para Macapá e o pior, em muitos dos casos os nossos jovens chegam lá sem perspectiva e entram no mundo das drogas”, lamentou o pastor Geovane Carvalho.

Ao ser indagado sobre seus projetos para solucionar o problema da energia elétrica, Capi disse que enviou uma carta ao ministro de Minas e Energia, porém não foi respondido, e outra ao presidente da CEA, o qual indicou que a recuperação do linhão custa R$ 23 milhões.

“Sem energia elétrica o Bailique vai à falência econômica, pois as fábricas não funcionam, os comerciantes gastam mais com geradores e combustível, a população não tem onde guardar seu peixe sem que estrague”, declarou Capi ao lembrar que quando foi governador deixou energia elétrica 24h, e que quando o ex-governador Camilo assumiu em 2011, o Bailique estava há três meses sem energia e foi colocada novamente na gestão do PSB. “E agora voltamos ao que era no início da década de 90”, declarou o senador ao dizer que a saída para resolver o problema é a implantação de energia solar.

Reconstrução da Escola Bosque

Outra emenda foi anunciada pelo senador Capi e deputada Janete no valor de R$ 3 milhões para a reconstrução da Escola Bosque. A escola construída na gestão do ex-governador Capi, já foi referência na educação do estado e está sendo engolida pelo rio por conta do fenômeno das "terras caídas".

O senador João Capiberibe disse que o novo investimento, além de garantir a infraestrutura para as atividades escolares, visa também inserir a casa de ensino às novas tecnologias, como antenas de internet em todas as escolas estaduais.

Durante as visitas, Capi e Janete lembraram aos moradores de suas lutas constantes pelo arquipélago, principalmente com a destinação de recursos através de emendas. Segundo a deputada federal Janete, ela, junto com o senador Capi, destinaram R$ 500 mil para a Marinha prestar serviços de saúde aos moradores em 2018, assim como a Lei Janete.

“A lei Janete reduziu em 75% os escalpelamentos nos rios da Amazônia e as vítimas eram amparadas pelo programa Renda Para Viver Melhor, que foi cortado por Waldez Góes, como um ato desumano contra seu povo. Aqui no Bailique, no governo PSB, eram 774 mães que recebiam o auxílio, hoje apenas 11 recebem, mães que deixam de comprar nos comércios, enfraquecendo a economia”, disse Janete, que ao ouvir que a Casa das Parteiras na Vila Macedônia estava abandonada, e confirmou que vai colocar uma emenda para a reconstrução desta Casa no final do ano.

A caravana socialista, que se comprometeu reduzir em 50% o orçamento da Assembleia para que os recursos voltem para o Executivo, era composta pelo pré-candidato ao governo do Amapá João Capiberibe, pré-candidata ao Senado, Janete, do pré-candidato a deputado federal Camilo e pelos pré-candidatos a deputado (a) estadual Cristina Almeida, coronel Barbosa, professor Bené Bingota, professor Madson Millor, Naldo Som e Lucy Tavares.


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